terça-feira, 3 de janeiro de 2012

NO CÉU DOS CACHORRINHOS...



Minha família sempre gostou de criar animais de estimação, principalmente cachorros. A gente sempre se apegou muito a eles e toda vez que um deles morria, minha mãe dizia que eles tinham ido morar no "céu dos cachorrinhos". No último Natal, quando cheguei em casa, eu ouvi essa frase mais uma vez: - "Mel (a nossa cadelinha de estimação) já foi morar no céu dos cachorinhos!", disse minha mãe. Que nó na garganta! Na verdade, a gente até já esperava que "ela não iria durar muito" (palavras do veterinário), pois o problema cardíaco havia sido descoberto muito tarde.


Bom.. desde criança eu sabia que o "céu dos cachorrinhos" nunca existiu, mas eu gostava de imaginar que se ele existisse seria um lugar lindo onde os cachorrinhos poderiam brincar livres de suas coleiras, não seriam forçados a tomar banho toda semana, comeriam suas comidas favoritas, não levariam chutes dos seus donos quando eles chegassem em casa irritados e, principalmente, não seriam abandonados quando ficassem velhos e doentes.


Na verdade, sem saber, eu fazia uma comparação com o céu prometido por Jesus e descrito por João no último capítulo do livro do Apocalipse (Bíblia Sagrada): "E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas". (Apocalipse 21:1, 4 e 5).


Eu não conheço nada mais forte do que a dor provocada pela morte. Sentir falta de alguém e saber que nunca mais veremos esse ser é devastador. Mas como é confortante saber que o fim da vida pode ser apenas o começo quando acreditamos na promessa de Jesus: "Não se perturbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar". (João 14:1-2)

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