quarta-feira, 1 de maio de 2013

UMA QUESTÃO DE MOMENTO



Quando eu tinha 10 anos...
eu era tímida, muito inteligente e queria ser ou médica ou jornalista ou professora ;
eu achava que o tempo passava muito lentamente e que quando chegasse o ano 2000, nós estaríamos viajando em naves espaciais e convivendo com robôs.

Quando eu tinha 15 anos...
eu era muito tímida, vivia no mundo da lua e me sentia decidida a ser médica;
eu achava que tinha a vida toda pela frente e, por causa disso, não tinha pressa pra decidir nada.

Hoje, aos 30...
Não sou mais tão tímida e esqueci o caminho que me levava pro mundo da lua;
Depois de ter desistido da medicina e de não ter dado certo como jornalista, eu decidi tentar a última e mais improvável opção de carreira profissional: ser professora; e tive uma grande surpresa: nem é tão ruim assim, como dizem!
Agora eu acho que o tempo passa muito rápido e que a vida dura muito pouco;
por causa disso decidi aproveitar o dia.

A CARTA (Conto)

O relógio marcava cinco horas da manhã e os primeiros raios de sol atravessavam a janela do quarto onde Antônio já se encontrava acordado. A verdade é que ele não havia pregado o olho durante toda a noite.

Com muita dificuldade, ele torceu o corpo para o lado de fora da cama e segurou a cabeceira com o máximo de força permitida a alguém no seu estado de saúde. Sentou-se e um suor frio escorreu dos cabelos ruivos até a barba escassa e grisalha.

Antes de levantar-se, ele observou as poucas coisas que lhe restaram, entre elas: dois livros, um vaso de planta, que há tempos não floresce, e uma carta guardada, amarrotada e, durante anos, esperada. Foi tomado, mais uma vez, por sentimentos e lembranças do passado, até que foi interrompido.

– Bom dia, seu Antônio! Já está de pé? Então vamos lá, já está na hora!

Ele estendeu as mãos pedindo ajuda para se levantar, a jovem franzina impulsionou o homem para fora da cama e o conduziu a uma espécie de ambulatório, que fica ao lado dos dormitórios.

- De novo? Toda semana eu venho pra cá...

- Fique tranquilo, são exames de rotina. Ordens médicas, seu Antônio, ordens médicas!

Na manhã em que completava 70 anos, Antônio não sentia forças e, nem mesmo, disposição para contrariar a jovem que estava ali para cuidar de dezenas de vidas que, antes de se tornarem velhos, doentes, abandonados e até mendigos, tinham uma vida.

- Temos que dar graças a Deus por viver num lugar como esse, pois se vivêssemos numa tribo primitiva, com os problemas de saúde que temos, estaríamos condenados a morrer asfixiados depois de sermos enterrados vivos. – disse Durval, um homenzarrão, que chegou amparado por um enfermeiro, para receber medicamentos paliativos para combater uma asma crônica, resultado de anos dedicados ao fumo.

- Você é um velho esclerosado e não sabe o que diz. Você ainda não percebeu que isso aqui não passa de uma condenação disfarçada de caridade? – contestou Antônio.

O caminhar vacilante deste funcionário público aposentado afrontam a imagem do homem forte que dedicara sua vida ao trabalho e à família, formada pela esposa e o único filho, que viajou a trabalho para outro estado e nunca mais deu sinal de vida.

Depois de serem avaliados pela equipe médica Antônio e Durval se unem a outros moradores da Casa da Esperança, localizada na Rua da Amizade, s/n, em um bairro do Recife. Pelos corredores, ele vai encontrando aqueles que com mais dificuldade se arrastam até a sala principal do velho casarão.

- Rapazes, me esperem. – disse a senhora que caminha com a ajuda de muletas conhecida por Dorinha. Ela mora na casa desde que ficou viúva e os filhos disseram não ter condições de cuidar dela naquele momento.

- Ande, vamos logo! Você não sabe que aqui temos hora pra tudo. Hora pra acordar, hora pra comer, hora pra tomar banho, hora pra dormir... – respondeu Antônio.

O café da manhã naquele dia era especial. Antônio não sabia, mas haviam preparado uma surpresa para comemorar seu aniversário. Dorinha e as outras mulheres prepararam o bolo, que estava à espera do aniversariante junto com os demais moradores.

Ao entrar na sala onde sempre é servido o café da manhã, um grande coral de vozes entusiasmadas, embora trêmulas, o receberam. Antônio olhou vagarosamente para todas aquelas pessoas como se tentasse reconhecer em alguma delas um rosto familiar que há muito tempo desejara rever.

Ele franziu a testa, que mais uma vez ficou encharcada de suor, e apertou os olhos castanhos e profundos, em busca daquele que traria de volta o bem-estar, perdido pelos cômodos daquela casa. Mas foi em vão!

Antônio sentiu a carta imprensada entre os dedos velhos e rígidos que se apoiavam no bolso da calça. Nela estava a frase que alimentou durante meses a sua esperança: “Pai, estou voltando!” Como a melodia de um disco gasto e arranhado, aquelas três palavras se repetiam e ecoavam, aumentando a expectativa dele.

No entanto, em poucos minutos, um gosto amargo tomou conta do paladar de Antônio e a alegria deu lugar à desesperança. O coração, que batia acelerado, voltou ao ritmo lento e descompassado. Ele teve a certeza de que não passava daquele dia. “Não tenho mais motivos para esperar”, pensou.

Constrangido e sem compartilhar da alegria que era expressa por todos que o cercavam, Antônio aceitou a ajuda do homem de sorriso largo que se aproximou dele e lhe cumprimentou como um velho conhecido. Antonio não o reconheceu e pensou que fosse mais um daqueles voluntários bonzinhos que apareciam nos dias de visita para fazer companhia aos velhinhos dementes, cujas memórias não lhe permitiam lembrar sequer se já haviam tomado o punhado de remédios, há cinco minutos.

- Ajude-me a chegar ao meu quarto. Não me sinto bem! – disse Antônio, segurando forte nas mãos que há mais ou menos 40 anos agarravam com medo as barras de suas calças.

Os homens seguiram juntos como dois amigos que tinham muito que conversar. Os convidados da festa acompanharam quietos os movimentos dos dois que caminhavam semelhantemente com os ombros caídos e os passos curtos como se abrissem passagem numa estrada coberta por matos.

Numa inversão de papéis que só a vida é capaz de proporcionar, sentado na cama, o homem mais novo contará histórias para o mais velho, até o momento em que este, aliviado, decidirá a hora de dormir.

Manuela Paixão

quarta-feira, 6 de junho de 2012

PRETO COM LISTRAS BRANCAS OU BRANCO COM LISTRAS PRETAS?


Quem não se lembra de Marty, aquela zebra atrapalhada do filme "Madagascar"? Quem não morreu de rir com a dúvida que surgiu na cabeça dele no dia do seu aniversário: "Já estou na metade da minha vida, e nem sei se sou preto com listras brancas, ou branco com listras pretas!", ele disse ao seu amigo leão, Alex.

Apesar de engraçado, dá pra perceber que Marty estava passando por uma crise existencial beeem grande. Do tipo: "Não sei se case ou compre uma bicicleta!". Você já ouviu alguém dizer isso? Eu digo isso direto..

Bom, quem nunca se deparou com uma situação parecida que atire a primeira pedra. 

Nesse mundo em que vivemos, onde todo mundo está tentando se adaptar e encontrar o seu lugar, parece que não é muito difícil que as incertezas apareçam. De repente você acorda, se olha no espelho e não consegue se reconhecer mais.

"Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar", já disse o compositor Arnaldo Antunes.

Enquanto os anos vão se passando e as dúvidas vão nos alcançando é preciso se agarrar a algo maior do que nós mesmos, que eu costumo chamar de fé.

Eu ainda não sei se case ou compre uma bicicleta.
Tenho dúvidas se quero morar na zona norte ou na zona sul da cidade.
Não sei se quero ser uma jornalista especializada em Educação ou uma educadora especialista em análise do discurso.
Tem coisas que só vivendo pra saber!

Nesse meio tempo vou conservando algo dentro de mim: a Fé em Deus e confiança de que nenhum dos seus planos podem frustrados (2 Timóteo 3:16).

Obrigada, Pai, por mais um ano de vida!
Obrigada por esses 30 anos vividos e porque a cada dia Tu tens rescrito a minha história.

"Mas eu sei em quem tenho crido e estou bem certo que é poderoso pra guardar o meu tesouro até o Dia Final" (2 Timóteo 1:12).






domingo, 6 de maio de 2012

UM DIA A GENTE ENTENDE ...



Um dia a gente entende que não precisa ter respostas pra tudo na vida. Que perder tempo julgando os outros é a mais pura tolice.


Um dia a gente entende que ganhar dinheiro demais não é bom, mas ganhar dinheiro suficiente para viver bem é o bastante.


Um dia a gente entende que maturidade não está na quantidade de responsabilidades que a gente assume, mas nas escolhas sensatas que a gente faz.


Uma dia a gente entende que... a verdadeira Felicidade, aquela que é duradoura, consiste em aceitar a si mesmo.
Nada além disso!

Manuela Paixão

DEUS ESCREVE CERTO POR LINHAS CERTAS

No Expresso Cidadão de Afogados (Recife-PE)...
Uma senhora senta no guichê pra tirar o RG e a atendente (Manuela Paixão) fala:
- Bom dia! Me dê a certidão original e xerox, por favor!
- Está aqui, disse a senhora.
- Que coincidência.. o nome do seu pai... é o mesmo do meu bisavô, Percínio Marques. A sua família é de Jaboatão? Perguntou a atendente.
- Sim, respondeu a senhora.
- A família da mãe é toda de Jaboatão também, inclusive o nome do meu avô era Manoel Marques da Paixão, disse a atendente.
Surpresa a senhora falou:
- Manoel Marques da Paixão era meu irmão que faleceu há alguns anos !!!

E foi assim que eu conheci minha tia avó (Tia Cau), única irmã viva do meu querido vôzinho "Rabelinho" ou "Galego" (Rubro-Negro "doente") que agora descansa com o Pai.




#ÉASSIMQUEEUCREIO:
DEUS ESCREVE CERTO POR LINHAS CERTAS, A GENTE É QUE COMPLICA TUDO !!!
 
E nas próximas postagens...
Contarei a história do meu avô.
Prepare-se pra se emocionar!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A RECEITA DA FELICIDADE.. ela existe!












Deus não prometeu dinheiro, fama, nem mesmo uma vida sossegada de sombra e água fresca (como diria Rita Lee). No entanto, Ele nos oferece algo muito maior, mais duradouro e que jamais poderá ser frustrado: SUA BENÇÃO!

"Um futuro certo, cheio de ESPERANÇA e muuuuita PAZ".
O segredo está na OBEDIÊNCIA.

"E será que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus".Deuteronômio 28:1-2

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

E POR FALAR EM AMOR ...

Brilhantes intelectuais quiseram conquistar o amor com a sua cultura, mais ele disse: “Encontro-me nas coisas simples e anônimas!”. Milionários quiseram comprá-lo com dinheiro, mais ele declarou: “Não estou a venda!” Generais quiseram dominá-lo com armas, mais ele afirmou: ”Só floresço no terreno da espontaneidade”. Políticos tentaram seduzi-lo com o seu poder, mais o amor bradou: “O poder me asfixia!” Celebridades quiseram  envolvê-lo com a fama , mais ele sem titubear comentou: “A fama jamais poderá me seduzir!” -   Augusto Cury -  “Mulheres Inteligentes Relações saudáveis".

QUEM VAI ENTENDER O AMOR? Sentimento supremo, forte como a morte e que não pode ser apagado.  Parecido com o oceano: cheio de conflitos e de lugares que jamais serão alcançados. É um lugar quentinho num dia de muito frio, trazendo conforto. Uma porta aberta que nos convida pra entrar e quer nos mostrar que podemos mais.. muito mais, em nome do AMOR!


              
"Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor".    I Corintios 13: 13.